sábado, 12 de março de 2016

Barrar a ofensiva reacionária!


Nota de conjuntura da Frente Resistência
12 de março de 2016

As movimentações golpistas ganharam novos episódios nos últimos dias, todos travestidos de roupagem “jurídica”, apesar dos abusos e ilegalidades evidentes. Em 04/ 03 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi sequestrado pela Polícia Federal em sua residência, em São Paulo, sob as ordens do “torquemada” Sergio Moro, condutor da midiática e tucana Operação Lava Jato. A rápida mobilização da militância e a ampla repercussão negativa do ato, próprio de regimes de exceção, impediram que os agentes cumprissem seu intento de conduzir o ex-presidente preso a Curitiba. Em 10/ 03, outro episódio, quando promotores paulistas denunciam Lula por suposta irregularidade no famoso “triplex do Guarujá” (enquanto a mansão dos Marinhos em Paraty passa em brancas nuvens) e, ávidos por holofotes, convocam a imprensa para municiar o Jornal Nacional de todo o besteirol possível.

Esses acontecimentos não são isolados ou aleatórios. Ao contrário, vão ao encontro de interesses evidentes: neutralizar Lula, virtual candidato a presidente em 2018, e acelerar a derrubada golpista do governo Dilma. Assim, com o PT fora do páreo, a oposição de direita pode retomar as rédeas do país em suas mãos, e aplicar, sem intermediários ou mediações, o programa neoliberal em grau máximo. Para exemplificar, isso quer dizer que os ataques aos direitos trabalhistas, que já acontecem nos governos Lula e Dilma, serão realizados em escalas ainda maiores e mais agressivas. As empresas estatais que ainda existem serão liquidadas a preço de banana (como aconteceu nos anos de FHC e PSDB). A pauta conservadora ditará os rumos da política nacional. A repressão aos movimentos sociais e operários recrudescerá. No plano internacional, o Brasil voltará para a órbita de Washington, inviabilizando não apenas os progressistas projetos de integração regional (Mercosul, Unasul) como também os BRICS.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Sobre milícias de trabalhadores


Leon Trotsky
fevereiro de 1934
(originariamente no Espaço Marxista)

A milícia dos trabalhadores é a mais forte arma na luta de classes. A luta de classes alcança sua mais consciente expressão no partido. O papel do partido, assim como o papel da milícia dos trabalhadores, aumenta na proporção do aprofundamento da luta de classes.

Aqueles que ingressam nas milícias são os mais militantes, mais revolucionários e os mais dedicados elementos do proletariado e, sobretudo, do próprio partido. É por isso que o partido revolucionário não pode delegar as tarefas de defesa a outras organizações, que possuam outros métodos e objetivos.

É verdade que no atual momento a tarefa das milícias de trabalhadores é defensiva e não ofensiva, haja vista o perigo do fascismo, que ameaça não apenas os partidos revolucionários mas também os reformistas. Mas isso não muda nada. As milícias de trabalhadores não são uma mera organização técnica fora do "reino da política". Pelo contrário, tanto o partido revolucionário quanto o partido reformista estão cientes de que as milícias de trabalhadores são a mais aguda arma da luta política. E a luta política entre organizações revolucionárias e reformistas às vezes chega ao ponto da guerra civil. É por isso que tanto reformistas quanto revolucionários assistem, como sendo algo indesejável ou impossível, o ingresso de seus apoiadores na mesma milícia em comum.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Golpe em marcha: Lula é conduzido coercitivamente sem provas pela PF


Blog Socialista Livre
(originariamente aqui)

O golpe de estado está em andamento no país. Hoje, sexta-feira, 04 de março de 2016, a Operação Lava Jato golpista, conduzida pelo Juiz golpista Sérgio Moro, que faz perseguição declarada aos políticos do PT, dessa vez conduziu Lula para a detenção, de forma arbitrária, passando por cima de todos os direitos legais.

A burguesia quer um Golpe de Estado, e para isso precisa colocar na cadeia o maior líder popular do país, Luiz Inácio Lula da Silva. Todos da classe trabalhadora, todos da frente antigolpista, devem ir às ruas o mais rápido possível contra a prisão de Lula e contra o Golpe de Estado que a burguesia quer fazer se repetir no Brasil, usando da desculpa da corrupção para perseguir políticos ligados à classe trabalhadora. Liberdade para Lula. Abaixo o Golpe. Impeachment não!

Prenderam Lula: agora é guerra aos golpistas, lutar nas ruas, nos bairros, quarteirão por quarteirão


Tendência Marxista-Leninista do PT
(originariamente aqui)

Agora de manhã, os golpistas prenderam Lula covardemente, com o eufemismo de "condução coercitiva", utilizando-se do judiciário servil à burguesia nacional e ao imperialismo norte-americano.

Utilizaram a Polícia Federal, a polícia política do nosso país.

Não dá mais para esperar, é necessário que façamos reuniões e assembleias, no Partido dos Trabalhadores, no PCO, no PCdoB, na CUT, na CTB, no MST, no MTST, na UNE e na UBES, em todas as cidades, em todos os bairros, em todos os quarteirões, nas fábricas, nos bancos, nas universidades, nas escolas, e nos campos, para enfrentar o golpe nas ruas.

- Chegou a hora do enfrentamento!

- Chegou a hora do confronto!

- Todas às ruas para derrotar os golpistas!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Diante do golpismo, o governo Dilma continua cedendo


Nota de conjuntura da Frente Resistência
29 de fevereiro de 2016

A oposição de direita continua sua investida golpista contra o governo de Dilma Rousseff. A imprensa burguesa planta com alarde e estrondo manchetes envolvendo o PT nas investigações da midiática e tucana Operação Lava Jato, enquanto as instituições da República vão sendo manipuladas para garantir o êxito do golpe. Seja na Câmara do reacionário Eduardo Cunha, com o rito de impeachment em curso, seja no TSE de Gilmar Mendes e a transformação da prestação de contas da campanha de 2014 em um julgamento inquisitorial, o bloco de direita (alinhado à direita internacional) está coeso, firme e forte no intuito de retomar o poder perdido com a primeira eleição de Lula em 2002.

Nesse cenário, o governo Dilma Rousseff deveria se voltar para a única força capaz de ainda lhe servir de apoio: os movimentos sociais de massa, herança das lutas históricas do PT desde sua fundação. Todavia, prefere o caminho inverso, e vai cedendo mais e mais à pressão da direita, na tentativa de prolongar o mandato.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Contra a política neoliberal do governo Sartori! Em defesa da população e dos servidores do RS!


Nota política da Frente Resistência
20 de fevereiro de 2016

A atual administração do governo do Estado do Rio Grande do Sul, sob o PMDB com Ivo Sartori, a pretexto de déficit das finanças públicas, tem congelado salários, atrasado pagamentos (inclusive à União), causando estancamento das receitas do Estado e diminuindo o número dos servidores públicos ao não repor as vagas abertas com aposentadorias. 

Na visão formada pela mídia, há duas possibilidades: a incompetência do governador que colocou o Estado entre um dos mais violentos por falta de segurança pública, ou de um governo herdeiro e amarrado pela dívida do antecessor, Tarso Genro do PT, que “irresponsavelmente” deu um reajuste de 76,68% ao magistério ao longo de seu governo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Educação de MG: não às demissões da Lei 100, aposentadoria de todos que adoeceram em serviço e posse para os concursados!


Nota política da Frente Resistência
06 de fevereiro de 2016

Trabalhadores em educação de Minas Gerais, efetivados pela Lei 100 na época do governo de Aécio Neves, sofrem uma grande piora econômica de suas condições de vida no final de 2015. Foram demitidos cumprindo-se determinação do STF que julgou inconstitucional essa lei criada pelo governo PSDBista. O governo atual, de Fernando Pimentel do PT, sem contestação, acatou a decisão do Supremo e cerca de 60 mil trabalhadores foram destituídos de seus cargos até então ocupados.

Julgamos justificável priorizar o concurso público em detrimento de outras formas precárias de ingresso no serviço público, porém depois de tantos anos prestando serviço ao Estado de Minas Gerais tampouco é justa a demissão sumária dos trabalhadores da extinta Lei 100.