Leon Trotsky
fevereiro de 1934
(originariamente no Espaço Marxista)
A milícia dos trabalhadores é a mais forte arma na luta de classes. A luta de classes alcança sua mais consciente expressão no partido. O papel do partido, assim como o papel da milícia dos trabalhadores, aumenta na proporção do aprofundamento da luta de classes.
Aqueles que ingressam nas milícias são os mais militantes, mais revolucionários e os mais dedicados elementos do proletariado e, sobretudo, do próprio partido. É por isso que o partido revolucionário não pode delegar as tarefas de defesa a outras organizações, que possuam outros métodos e objetivos.
É verdade que no atual momento a tarefa das milícias de trabalhadores é defensiva e não ofensiva, haja vista o perigo do fascismo, que ameaça não apenas os partidos revolucionários mas também os reformistas. Mas isso não muda nada. As milícias de trabalhadores não são uma mera organização técnica fora do "reino da política". Pelo contrário, tanto o partido revolucionário quanto o partido reformista estão cientes de que as milícias de trabalhadores são a mais aguda arma da luta política. E a luta política entre organizações revolucionárias e reformistas às vezes chega ao ponto da guerra civil. É por isso que tanto reformistas quanto revolucionários assistem, como sendo algo indesejável ou impossível, o ingresso de seus apoiadores na mesma milícia em comum.
